Se nos recônditos da Dinamarca, entre beatas ferverosas e devotos protestantes, mesmo esquecidos de Deus, foi impossível ceder aos deleites da mesa, como podemos nós, homens na pós-modernidade, desconhecer o prazer da gastronomia?
Não me venham com colesterol e outros preconceitos a este ou aquele ingrediente. Não digam “que estranho” na culinária mundial, globalizada. O estranho alcançou o status de diferente. Diferente, para mim, para você, mas não menos saboroso para aquele apreciador tão distante de Bornéu, por exemplo.
O Via da Gastronomia vem com a intenção de circular entre as culturas e cozinhas como em um grande shopping center. Sem preconceitos, sem arrependimentos, vendo e selecionando o que melhor existir nas vitrines. Como na vida, no shopping, nada existe isolado, e na gastronomia não poderia ser de outra forma. Um peixinho frito leva ao pirão, um cafezinho, a uma balinha de hortelã... e os prazeres se avolumam e associam-se. Um fazendo link com outro, e de ingrediente em ingrediente acabamos em um cálice de Amarula.
Há tempos a gastronomia deixou de ser apenas “o prazer de apreciar pratos sofisticados”. Música, teatro, galerias de arte, passeios e modismos sentaram-se à mesa. Assim, o Via da gastronomia se recusa a ser apenas um site de roteiro e receitas; senta-se à cabeceira para associar os amigos da gastronomia e levar ao internauta um cardápio cheio de emoções, aventura e sabores.
Preparar, servir e apreciar os paradigmas contra o prazer escaparem por entre os sorrisos e sussurros de Martina e Philippa, por entre os olhares de seus comensais ao degustarem mais uma taça de vinho, no inverno nórdico. Babette é nossa inspiração. O elo entre as culturas aguça nossas mentes, a diferença entre o doce e o amargo equilibra nossa vida. Mais que um site, você irá experimentar uma revista eletrônica de bem viver no Via da Gastronomia. |