Filho de Zeus e da princesa Semele, Dionísio é o único deus grego filho de uma mortal. Órfão de mãe, ainda jovem apaixonou-se pela cultura da uva, que aprendeu com seu pai de criação, Selene, filho de Pã, um sátiro e incorrigível bebedor de vinho. Equivalente ao deus romano Baco, das festas, do vinho e do prazer, Dionísio ensinou a cultura da uva por toda a Ásia, levou-a para a Grécia e, após a sua morte, passou a ser considerado pelos gregos como o “deus do vinho”.
De importância histórica e religiosa, o vinho remonta a diversos períodos da história da Humanidade, diferenciando-se pela região em que é produzido. Existia já antes da escrita e conta-se que surgiu por acaso. Hoje, consideram-se seis tipos distintos de vinhos: tintos, brancos, rosés, espumantes, fortificados e o vinho verde, que é um tipo específico, com acidez acentuada, e pode ser tinto ou branco.
Mas tudo isso está mudando. Com o aquecimento global, as principais zonas vinícolas estão sendo deslocadas para áreas de maior latitude. A previsão é de que ocorram aumentos de temperatura entre 1ºC e 4ºC, no período de crescimento das videiras. Com isso, as áreas de produção de uva estão sendo deslocadas para mais próximo dos pólos.
Com isso, muitos dos tradicionais produtores de uvas e vinhos se vêem obrigados a alterar as variedades de cultivo, a diversificar tecnologias e até a antecipar colheitas.
Até 2003, os maiores produtores mundiais de vinho eram: França (22% das exportações mundiais), Itália (20%), Espanha (17%), Austrália (8%), Chile (6%), Estados Unidos (5%), Portugal (4%) e Alemanha (4%), seguidos da Austrália, Argentina, China, África do Sul, Grécia, Romênia e Hungria.
Dois anos depois, em 2005, esse panorama alterou-se, e os 13 países com maior nível de exportações de vinhos passaram a ser: Itália, França, Espanha, Austrália, Chile, Estados Unidos, Alemanha, África do Sul, Portugal, Moldávia, Hungria, Croácia e Argentina. |